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As Crónicas da Vítima

As Crónicas da Vítima

Cobardia e complexos

26.10.15 | Bruno
A noite tem sido de chuva, tem sido de trovoada.
A tarde tem sido de chuva, rodeado de amigos.
Ouvimos a trovoada de dentro do carro, vemos os relâmpagos por cima de nós.
Fuma-se.
Aproveita-se mais um pouco da noite.
Sinto-me só.
Em nada as minhas escolhas, nem as minhas acções influenciaram, por bem, a minha vida. Não é hora de tomar uma atitude? Não é hora de mexer-me, deixar de adiar as coisas? Não é hora de acreditar que, mal eu me mexa, o que está errado torna-se em certo, por fruto da minha acção e do meu esforço? Não está na hora de parar de ser medroso (e, talvez, merdoso) e provar-lhes que estão errados?

Talvez já tenha acalmado a tempestade. Que chova. Será auxílio à minha jornada. Resisitirei.

Eu olho o mundo, altivo e com desdém. Olho de longe, o mundo de que me afastei, as fobias e os complexos que ganhei, por conta do (imenso) decréscimo da minha audição e do tempo em que estive sem aparelho, dificultando imenso a minha comunicação com os outros. Olho o mundo e tenho, apesar das oportunidades que me são oferecidas, ataques de medo, de cobardia.

Sinto-me só. Tão só.
Quero mais da vida.

O meu futuro começa hoje. É só acreditar. E mexer-me. Fazer por isso.

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