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As Crónicas da Vítima

As Crónicas da Vítima

De uns para outros

12.10.13 | Bruno

Soror Saudade
A Américo Durão

Irmã, Soror Saudade me chamaste…
E na minh'alma o nome iluminou-se
Como um vitral ao sol, como se fosse
A luz do próprio sonho que sonhaste.

Numa tarde de Outono o murmuraste,
Toda a mágoa do Outono ele me trouxe,
Jamais me hão-de chamar outro mais doce.
Com ele bem mais triste me tornaste…

E baixinho, na lama da minh'alma,
Como bênção de sol que afaga e acalma,
Nas horas más de febre e de ansiedade,

Como se fossem pétalas caindo
Digo as palavras desse nome lindo
Que tu me deste: «Irmã, Soror Saudade…»

Em tempos, Florbela Espanca dedicou este poema, ao poeta qu a apelidara de "Soror Saudade". Eu, não tendo uns versos meus para te oferecer, ofereço-te este. Pelas tuas palavras nesse post; pela tua amizade única.

De mim, para ti, Carina!

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