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As Crónicas da Vítima

As Crónicas da Vítima

Tenho Andado Silencioso

20.04.22 | Bruno

Ainda que vá agendar esta publicação para se publicar mais tarde, é a segunda que escrevo nesta madrugada. E não é que a hora tenha importância, mas acho engraçado que o Sapo tenha um aviso sobre uma manutenção técnica programada para esta madrugada e é sempre de madrugada que escrevo! :)

Sei que tenho andado mais silencioso ultimamente, mas foi precisamente por isso que aceitei os desafios de escrita que encontrei por aqui. Sei que não tenho uma rotina, nem disciplina de escrita, o que deveria trabalhar, uma vez que é uma actividade de que gosto bastante. Contudo, é quando sinto que devo escrever que me sento e faço-o, porque sinto em mim uma certa necessidade de deitar qualquer coisa cá para fora, seja de postivo ou de negativo. E mesmo o que tem uma vertente positiva, não deixa de ter o seu quê de triste ou melancólico - dizem que damos o que temos e, no meu caso, é sempre uma certa angústia que chega como as nuvens carregadas de chuva.

No meu silêncio, tenho observado o meu desejo a tomar forma. Tenho observado o ar de espanto, quando se apercebem de que as suas ruas já foram as minhas e que larguei esse "trono" por vontade própria. Tenho observado tantas coisas e, no fim de contas, está tudo bem. Sigo adiante, ignorando o que não quero e absorvendo o que me interessa.

Quantas histórias há na História?

O meu coração bate e transporta sangue através das veias e das artérias. No meu sangue, o desejo tornado realidade e a carne consumida. Também a ânsia não consumada, entretanto desprezada. Toda a crenças de que tudo seria eterno e tomado como certo, até se esfumar numa noite de silêncio.

Sei que tenho andado um tanto ou quanto silencioso e, no meu silêncio, observo. Nem sempre escrevo, mas observo e absorvo, transmutando-me assim. Cresço, desenvolvo-me, deixando para trás a carcaça do que fui. Talvez que, quando quebrar o silêncio, abra as minhas asas e voe. Voe bem alto, para longe de tudo quanto me prende em amarras invisíveis. Por enquanto, estou em metamorfose.

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